Carta ao Pai Natal
Se puderes trazer a pomba branca
Esplendorosa e única
Aquela que fixa o olhar
E depois sorri
Se puderes trazer as estrelas
Em miríades de luzes
E iluminar os rostos
Fechados que há por aí
Se ainda tiveres tempo
Traz contigo o sonho
Aquele que respira livremente
E presenteia todos os sapatos
Os pés descalços
Os desmembrados
Os felizes
Os cansados
....
E não te esqueças de mim
Paula Sá Carvalho
24 de dezembro 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
neste frenesim natalicio
É Natal...
Neste frenesim natalício
Passeio dolente pelos dias
Será tédio ou será vício
Que demonstra estas manias
Talvez seja o cinzento constante
Que neste céu regressivoProvoque tanto rosto mutante
Tanto olhar opressivo
E é num bailar sem fim
Que cruzo tantos clientes
De toda a boutique ou afim
Onde o glamour de pretendentes
Faz ignorar o fundamental
Afinal o que é isso do Natal
?
Paula Sá Carvalho, Dezembro 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
domingo, 23 de julho de 2017
segunda-feira, 19 de junho de 2017
N236 e todos os lugares
Diz-me
O que fazer a esta dor
Que rebenta o peito
A estas lágrimas
E gargantas a sufocar
Diz-me
Se aquela estrada
Antes bordada a verde
Voltará um dia
A sossegar
Diz-me
Quantos gritos e lamentos
Quantos filhos e parentes
Quantas eiras e telhados
Estão a chorar
Quando o disseres
Talvez então perceba
Que a tristeza é rio
Que não vai mais secar
Paula Sá Carvalho, 19 de Junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Junho
Mês de santos
E portugalidade
Sol a sorrir noite
Na minha cidade
Festa brava
Sardinha assada
Onde ecoa aquele dito
Olhó manjerico!
Já pisei tanta calçada
Desperta nas horas
Brancas e fugidias
Onde te demoras
Que curiosa pergunto
Se o tal do duque
Que desce as escadas
Também cantará
O sol no castelo
Às madrugadas
Paula Sá Carvalho, Junho /2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Poesia
Dizem que hoje se
comemora o dia da Poesia
Outra coisa se
comemoraráOutro dia
Mas hoje
Nesta fracção de tempo
Dividida em horas
Minutos
Segundos
E outros instantes mínimos e ainda mais silenciosos
Que não cabem num relógio
Comemoramos o canto
O desencanto
A sombra e a luz
O momento
E o eterno
Num movimento
Que só pode ser
O do teu sorriso
Paula Sá
Carvalho, Março 2017
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
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