Um dia destes, depois de ter ouvido cantar fado, "chorei" este poema
Fado
Solta esse cante
Solta o chorar da guitarra
Abraça o imprevisto
Que existe sempre
Entre ti e a mágoa
E no entretanto
Passeia-se a saudade
Parece menina
Mas é eterna
Pois não tem idade
E ignora completamente
O que é chorar
De gente
Paula Sá Carvalho, Maio/2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Liberdade
Vieram ventos e tempestades
Vieram longas noites e dias
Depois da união das metades
Poderá enfim ser como querias
E quando crescerá esta humanidade
De forma a olhar o outro de frente
Quando compreenderá a verdade
Que há no igual e no divergente
Assim pudéssemos todos caminhar
Lado a lado ou de mãos dadas
Em vez de num ancestral ignorar
A solidariedade e o respeito não são fadas
Para onde caminhamos tão ceguinhos
Que nem vemos tão belas flores nos caminhos
Paula Sá Carvalho, 24 de Abril de 2014
Vieram ventos e tempestades
Vieram longas noites e dias
Depois da união das metades
Poderá enfim ser como querias
E quando crescerá esta humanidade
De forma a olhar o outro de frente
Quando compreenderá a verdade
Que há no igual e no divergente
Assim pudéssemos todos caminhar
Lado a lado ou de mãos dadas
Em vez de num ancestral ignorar
A solidariedade e o respeito não são fadas
Para onde caminhamos tão ceguinhos
Que nem vemos tão belas flores nos caminhos
Paula Sá Carvalho, 24 de Abril de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
à minha cidade!
LISBOA
Nome e apelido
Colinas & maresiaBrisa leve
Tempestade
Riso breve
Saudade
Chora a guitarra
E chora a vizinha
Será que choram dor
Igual à minha
Amores perdidos
Amores encontradosVem junto a mim
À varanda
Deleitar-te de céus alaranjados
Sobe a calçada
E não tropeces na esquinaNo cruzamento
Mulher/Menina
Ao sinal vermelho
PáraOu então acelera
Reage
Interage
Não te esqueças de respirar
Também podes navegar
Num sonho à vela
Paula Sá Carvalho, Abril de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
Ser Mulher
Deixam-me nascer
Às vezes
Para me
aprisionarem
No meu corpo
Quase sempre
Enquanto jovem e
bela
Desejam-me com
gulodice
Quando cansada e
velha
Trocam-me pela
meninice
Dizem-me
romântica
E pouco sexual
Até inventaram
para o efeito
A máquina de
lavar
Quase todos os
manuais indicam
Junto com estudos
sapientes
Somos feitas de
uma matéria-prima
Que nos molda e
nos transforma
Em seres divinais
e omnipresentes
Para alguns
Somos a tempo
inteiro
Para tantos
Servimos de
cinzeiro
Quantas vezes nos
colocamos
Pelos dias mais
sombrios
À disposição de
uns óculos escuros
Para evitar
desafios
Nunca conseguimos
atingir a meta
Mesmo se para
além dela já partimos
(A história da humanidade
é certa
Muitas vezes escrita
de espada à cinta
E por pernas do
meio como previmos)
Raros são os que
sabem pensar
De mão dada com o
seu par
Lado a lado a
construir
A par e passo a
recolher
O fruto apetecido
Trincado no devir
Em igualdade
E sem maldade...
Paula Sá Carvalho, 7/3/2014
Assinar:
Postagens (Atom)